domingo, 13 de novembro de 2011

Hoje o cansaço me promete um sono de dezenove horas. Domingo de prova que mais parece presságio de recuperação. Fico ainda no aguardo da 827ª mudança deste ano que faremos no próximo feriado.
Há dias a chuva não dá a gota de sua graça e mais passo a crer em Antônio Conselheiro quando em profecia dizia que o mar vai virar sertão. Faz tempo também que não escrevo poesia e nem me perco em canção; faz tempo que fugi de mim. O problema é que, ao passo que fugimos pro longe desconhecido, mais fácil de se perder fica. 
Meu violão sem corda quase canta um samba em seu silêncio. Meus livros empoeirados, ainda novos; e eu comprando mais. Minhas notas altas na linha tênue do descaso, do desuso, do descanço. Mando pressa pro meu segundo dezembro de um ano dourado.

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